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Governo mantém proibição de pagamento por ‘venda de íris’

Por Redação Finance Times
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A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), ligada ao Ministério da Justiça, manteve uma medida que proíbe as ferramentas para a humanidade pagar aos usuários do World ID pela coleção Iris. A decisão, publicada no Diário Oficial Federal, também estabelece uma multa diária de US $ 50.000 se a prática continuar.

A autoridade regulatória considera que a remuneração da coleta de dados biométricos prejudica a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e pode levar a danos irreversíveis aos detentores de informações. O World ID é um sistema que usa uma câmera de alta definição para fazer imagens detalhadas da íris, que são convertidas em uma identidade digital exclusiva.

Desde a sua chegada ao Brasil, em novembro de 2024, a plataforma atraiu grande adesão, especialmente pelo incentivo financeiro oferecido aos participantes, que receberam moedas digitais como o Bitcoin, em troca da criação de identidade – o WorldCoin poderia ser trocado por até US $ 700, dependendo de sua citação.

De acordo com a ANPD, essa prática configura “consideração financeira para a coleta de dados pessoais sensíveis”, que viola as regras de consentimento do LGPD. A ordem da ANPD declara que as ferramentas para a humanidade não apresentaram soluções que garantem a regularidade da operação no país.

“As mudanças propostas não atendem à determinação do ANPD, uma vez que a consideração financeira ainda é caracterizada pela coleta de dados pessoais sensíveis”, diz um documento assinado pelo presidente da autoridade, Waldemar Gonçalves Orturinho Júnior. A decisão reforça a proibição que está em vigor desde janeiro deste ano, quando a ANPD suspendeu o pagamento de usuários em criptomoedas.

Em fevereiro, foi negado um recurso de inicialização para adiar o final da remuneração, levando a empresa a interromper temporariamente as verificações de identidade. Mesmo sem pagar o pagamento, as postagens físicas do World ID continuam operando para fornecer informações ao público.

As ferramentas para a humanidade afirmam que seu sistema não armazena os dados biométricos dos usuários e que a identidade digital gerada é anônima. A startup também afirma que a coleção de íris visa garantir a prova da humanidade na internet, diferenciando pessoas reais de “bots”.

No entanto, a ANPD entende que a compensação financeira pode comprometer a liberdade de consentimento dos usuários. As ferramentas para a humanidade declararam que “o mundo discorda respeitosamente da última decisão da ANPD e tomará ações para poder oferecer ao Brasil a tecnologia que pode combater golpes na Internet e fraudes digitais”.

A controvérsia em torno da coleção Iris no Brasil reflete um debate global sobre privacidade e proteção de dados. Em outros países, como Alemanha e França, o modelo operacional da World ID também foi questionado pelos reguladores.

O projeto de identificação mundial faz parte de um ecossistema maior, criado para integrar a identidade digital e as criptomoedas. A tecnologia foi desenvolvida pela Ferramentas para a Humanidade, uma startup de Sam Altman, CEO da OpenAi e um dos criadores do ChatGPT.

Além do ID do mundo, a empresa opera a cadeia mundial de criptomoedas e blockchain mundial, que registra transações dentro da plataforma. Desde a sua criação, em 2019, as ferramentas para a humanidade arrecadaram US $ 194 (cerca de US $ 1,12 bilhão no preço atual) em investimentos. A empresa argumenta que o World ID pode ser uma solução para a segurança digital, substituindo métodos tradicionais de autenticação, como senhas.

No entanto, os especialistas alertam que a coleta de dados biométricos em grande escala representa riscos, como vazamentos e uso indevido de informações.

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