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Imóveis têm rentabilidade de 19,1% ao ano em 2024, a maior desde 2020, aponta pesquisa

Por Redação Finance Times
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Em 2024, a lucratividade dos imóveis no Brasil atingiu 19,1% ao ano, impulsionada pela quitação de aluguéis e pela apreciação dos apartamentos, de acordo com um estudo da FGV e da Quintoandar. Thiago Reis, gerente de dados quintoar, explicou que esse crescimento é o resultado da receita de aluguel e da apreciação do setor imobiliário, sendo o maior nível registrado desde 2020. A renda do aluguel atingiu 6,2%, enquanto a apreciação do imóvel foi de 12,9%.

Em uma entrevista, Reis detalhou os fatores que influenciaram esse crescimento. “Fizemos um cálculo em dois aspectos. O primeiro é a renda do aluguel, que teve um rendimento de 6,2%, o que é um rendimento muito significativo e chegou ao nível máximo até 2024”, disse ele. Segundo ele, o aumento do preço dos aluguéis está diretamente relacionado à alta demanda, que foi intensificada no período pós -pandeia. “Há uma grande demanda de aluguel, especialmente após a pandemia. De 2023 a 2024, vimos uma recuperação substancial de valores”.

Além disso, o estudo também incluiu a apreciação dos ativos imobiliários, usando o índice IGMR da FGV, que mostrou um aumento de 12,9%. “Sabíamos que a apreciação do setor imobiliário era um fator importante, por isso usamos um índice de mercado confiável, IGMR, para medir isso. Ele mostrou essa apreciação contínua, embora um pouco menor que 2021 e 2022”, explicou Reis.

A pesquisa também revelou que, apesar da valorização da propriedade, a descarga de Selic impactou a compra de imóveis, pois as altas taxas de juros dificultam o crédito e dificultam o financiamento. “Com a alta de Selic, muitas pessoas que planejavam comprar uma propriedade estão adiando esse sonho, especialmente por causa do financiamento mais caro. Isso gerou uma migração de compradores para o mercado de aluguel”, disse Reis. A pesquisa Quintoar revelou que a demanda por propriedades para compra diminuiu, com um aumento significativo na demanda no mercado de aluguel.

Reis também observou que o comportamento do consumidor está mudando. “Em 2024, os descontos concedidos pelos proprietários do mercado de aluguel estão nos níveis mais baixos de nossa série histórica, que demonstra que a demanda é alta e os proprietários não precisam conceder grandes descontos”, disse ele. Esse aumento na demanda também se reflete em uma mudança na configuração do setor imobiliário procurado, com uma demanda crescente por propriedades menores e melhores localizadas, como resultado do retorno ao trabalho de face -a busca e a busca por conveniência.

Apesar desse cenário, Thiago Reis apontou que o mercado imobiliário de compra e venda ainda enfrentará desafios no curto prazo, especialmente em relação ao crédito. “O mercado imobiliário está passando por um cenário desafiador. Com altas taxas de juros, a compra de imóveis é mais difícil. No entanto, a apreciação do setor imobiliário e a alta demanda por aluguel permanecem fatores que tornam esse setor uma opção atraente para os investidores”, concluiu.

A pesquisa também ressalta que as políticas públicas, como expandir o acesso ao crédito, podem desempenhar um papel crucial para estimular ainda mais o mercado imobiliário. “Nosso estudo também visa fornecer subsídios de políticas públicas que ajudam a aumentar a oferta imobiliária e facilitar o acesso ao crédito, essencial para que mais pessoas acessem o mercado imobiliário”, concluiu Thiago Reis.

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