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Às vésperas de tarifaço de Trump, EUA criticam tarifas e impostos do Brasil em relatório

Por Redação Finance Times
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O governo dos Estados Unidos divulgou um relatório detalhado sobre práticas tarifárias de vários países, incluindo o Brasil, com foco em produtos americanos. O documento de quase 400 páginas, publicado na segunda -feira (31), dedica uma análise significativa à economia brasileira e às barreiras comerciais que afetam a relação bilateral entre os dois países. O documento pode trazer evidências sobre a tarifa de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, programada para quarta -feira (2).

O relatório destaca a tarifa de 18% imposta pelo Brasil no etanol americano, que, segundo os EUA, resultou na diminuição do comércio deste produto entre as duas nações. Por um período de 2011 a 2017, o etanol entre o Brasil e os EUA estava livre de tarifas. No entanto, após 2017, o Brasil introduziu uma cota tarifária, seguida pela aplicação da tarifa externa comum (TEC) de 20% a 2022. Em 2024, essa tarifa foi aumentada para 18%. O governo dos EUA continua buscando negociações com o Brasil para reduzir essas taxas e implementar tratamento recíproco para o comércio de etanol.

Além disso, o relatório ressalta que o Brasil mantém uma taxa média de 11,2% em relação aos produtos importados, que está acima da média mundial. O país também possui uma taxa consolidada de 31,4% na Organização Mundial do Comércio (OMC), com algumas taxas atingindo 55% para produtos agrícolas e 35% para produtos não agrícolas. Por outro lado, o governo brasileiro argumenta que a taxa efetiva dos produtos americanos é de 2,7%, com a maioria dos itens isentos de tarifas.

O governo dos EUA também criticou os impostos impostos pelo Brasil sobre produtos importados, especialmente bebidas. O imposto sobre produtos industrializados de 19,5% (IPI) é cobrado por bebidas estrangeiras, incluindo nós, enquanto produtos nacionais como a cachaça têm uma taxa mais baixa de 16,25%. Outro ponto de tensão é a tributação dos filmes americanos. O Brasil impõe um imposto de renda de 25% em remessas de ingressos para filmes estrangeiros, enquanto os produtos nacionais não enfrentam o mesmo tratamento fiscal.

Além de tarifas e impostos, o relatório ressalta que o Brasil aplica barreiras não tributárias, exigindo que os importadores prove que certos produtos, como peças de automóveis e equipamentos agrícolas, não podem ser produzidos internamente antes de permitir as importações. O Brasil também proíbe, em grande parte, a importação de bens de consumo usados, como carros e roupas.

Essas práticas comerciais resultaram em tensões entre os dois países, com os EUA alegando que as tarifas e impostos brasileiros são uma barreira ao comércio justo. Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que aplicará “tarifas recíprocas” a partir de 2 de abril de 2025, que podem afetar diretamente as relações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos.

O governo brasileiro, por sua vez, continua a negociar com os EUA para melhorar o equilíbrio comercial, destacando seu déficit no relacionamento comercial com os americanos, com mais importações do que exportações.

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