A derrubada de veto ao vento dos ventos offshore pode aumentar os custos de energia no Brasil em até R $ 19 bilhões até 2050, de acordo com Marcos Madureira, presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Eletricidade (Abradee). Ele alerta que as emendas adicionadas ao projeto, que regula a exploração da energia eólica no mar, podem afetar diretamente a conta de eletricidade dos consumidores e da inflação da imprensa.
Madureira explica que, se o Congresso decidir derrubar os vetos do presidente Luiz Inacio Lula da Silva, os custos extras podem comprometer ainda mais o orçamento das famílias brasileiras.
Entre as mudanças propostas estão as emendas conhecidas como “jabutis”, que não faziam parte do texto original e foram incluídas na Câmara dos Deputados após o processo do Senado. De acordo com o presidente da Abradee, essas mudanças exigem a contratação de térmicas inflexíveis, uma medida que torna a produção de energia mais cara e cria desafios operacionais para o sistema elétrico nacional.
“A contratação de 4 GW de térmicas inflexíveis traz um custo muito alto e causa problemas na operação do sistema elétrico brasileiro”, disse ele. Além disso, ele apontou que o projeto prevê a compra obrigatória de 4 GW de SHP (pequenas usinas hidrelétricas), o que também contribui para o aumento dos custos.
Madureira também alertou sobre outras alterações que expandem os prazos para a instalação de unidades de geração distribuída, prevendo altos custos até 2045. Embora a energia eólica seja uma fonte limpa e competitiva, ele ressalta que a inclusão de tecnologias menos eficientes, como hidrogênio e plantas com alimentação de carvão, pode tornar o setor ainda mais caro.
“O total disso representará algo como US $ 19 bilhões para a conta brasileira até 2050”, disse ele, enfatizando a contradição para incluir fontes de energia sujas na legislação focadas na expansão da energia renovável.
O impacto dessas mudanças pode ir além da conta de eletricidade. O setor energético teme que o aumento dos custos também pressione a inflação, afetando principalmente as classes médio e baixo.
“A expectativa é que, se esses vetos forem derrubados, isso pode representar um aumento na inflação de até 0,35%”, alertou Madureira. Ele enfatizou que a eletricidade tem um peso significativo no orçamento das famílias e influencia diretamente o custo de vida da população.
Outro efeito colateral da proposta, de acordo com a Madureira, seria a necessidade de reduzir a participação de fontes limpas, como energia solar e eólica, para acomodar a térmica inflexível no sistema.
“A contratação de um térmico inflexível obriga a reduzir o uso de energia eólica e solar, o que já aconteceu”, disse ele.
Dado esse cenário, várias entidades do setor de eletricidade e indústrias, incluindo federações comerciais e da indústria de São Paulo e Minas Gerais, estão se mobilizando para evitar a derrubada dos vetos. Os representantes do setor se reuniram com parlamentares e líderes políticos para explicar os impactos das mudanças e defender a manutenção das regras atuais.
“Estamos fazendo uma agenda com senadores e deputados para demonstrar o impacto disso”, concluiu Madureira.
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