O mercado financeiro brasileiro foi impactado pela subida da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, com Ibovespa B3 registrando uma queda de 2,96% e o dólar disparando para US $ 5,83. A retaliação chinesa para as tarifas dos EUA gerou incertezas globais, afetando fortemente as commodities e as economias emergentes prementes, como o brasileiro. A tensão geopolítica aumentou a aversão ao risco nos mercados, causando um cenário de perdas para os investidores.
Felipe Corleta, parceiro da GTF Capital, analisou os desenvolvimentos da situação e apontou para os riscos de uma escalada ainda maior na guerra comercial. Em uma entrevista com Times Brasil – CNBC exclusivo licenciadoEle explicou as consequências para o Brasil, observando que a retaliação chinesa afetou diretamente os preços das commodities e a moeda brasileira.
“Hoje o mercado era realmente pesado. A bolsa americana caiu 6%, o que representa a maior queda desde 2020. Ninguém prestou atenção aos dados da folha de pagamento, que mostraram a criação de vagas acima do esperado. O foco estava totalmente na retaliação da China. Quando esse tipo de movimento acontece, os mercados entram no modo de aversão ao risco e esse impacto diretamente no Brasil”, disse Correta.
A queda nos índices internacionais refletida no desempenho negativo do mercado brasileiro. Ibovespa B3 fechou 127.256 pontos, enquanto o dólar subiu mais de 3%, atingindo R $ 5,83. “Ficamos aqui até imaginando que a bolsa americana poderia chegar à pausa do circuito, quando o mercado da S&P 500 caiu mais de 7%. Foi um dia de grande pressão para os mercados”, disse o analista.
Para o Brasil, o impacto ficou evidente. A China, o maior parceiro comercial do país, representa um dos principais destinos das exportações brasileiras, especialmente commodities. Corleta destacou o efeito direto nos preços e na caixa de câmbio. “A retaliação da China agita o Brasil de uma maneira muito direta. A queda nas commodities afeta o real e, consequentemente, faz com que o dólar aumente, gerando pressão adicional em nosso mercado”, explicou.
O analista também levantou preocupações sobre uma possível intensificação da guerra comercial se o ex -presidente Donald Trump mantiver sua taxa de aumento da tarifa. “Trump já alertou que, se a China retaliar, as tarifas serão expandidas. Se isso acontecer, entraremos em uma guerra comercial ainda mais intensa. Isso se preocupa, porque a economia global – especialmente a China – pode entrar em recessão, o que afetaria diretamente mercados emergentes como o Brasil”, disse ele.
Corleta alertou que o risco de recessão na China coloca o Brasil em uma posição delicada. “Se a China entrar em recessão, as mercadorias caem, os verdadeiros desvalorizados e o dólar aumentam. Isso afeta diretamente a economia brasileira, especialmente nossas exportações”, disse ele.
Na próxima semana, promete ser decisivo para os mercados, com investidores cientes da possibilidade de novas tarifas e retaliação de outros parceiros de negócios dos EUA, como a União Europeia e a Índia. Corleta concluiu que a guerra comercial pode gerar desaceleração econômica global, prejudicando ainda mais os países emergentes.
“Os mercados ficarão de olho no que acontecerá com a União Europeia e a Índia. Se eles também aumentarem as taxas contra os Estados Unidos, podemos ver a maior economia do mundo – e isso terá consequências negativas para a economia global”, disse o analista.
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