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Crise entre EUA e China abre espaço para o Brasil, avalia CEO da Nimbo BR Goods

Por Redação Finance Times
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Subir na guerra comercial entre os poderes dos EUA e da China, com a recente imposição de tarifas pelo governo chinês, está criando novos desafios e oportunidades para o mercado brasileiro, especialmente no setor de comércio exterior. Em uma entrevista com Times Brasil – CNBC exclusivo licenciadoFelipe Teixeira, CEO da Nimbo B Goods, analisou as consequências das medidas e destacou o impacto da guerra tarifária nas relações comerciais entre o Brasil, a China e os Estados Unidos.

Impacto imediato: 34% das taxas nos produtos americanos surpreendem o mercado

Felipe Teixeira, que atualmente está na China, explicou que a Nimbo BR Goods opera em uma região de grande relevância comercial, Limbo, perto de Xangai, onde está localizado um dos maiores portos do mundo. Durante a entrevista, ele comentou o efeito de 34% de tarifas impostas pela China nos produtos dos Estados Unidos. Para Teixeira, a retaliação chinesa não foi uma surpresa total, mas o aumento das tarifas excedeu as expectativas. “Com cada novo governo, há alguma mudança, especialmente quando ocorre uma transição como a que vimos nos Estados Unidos. Mas não esperamos que ela estivesse nesse formato e tão rápido”, disse o CEO.

As empresas adiam a ordem e avaliam danos com cautela

Segundo ele, as empresas chinesas continuam tentando assimilar o impacto de novas tarifas e entender como isso afetará os negócios com os EUA. “Conversamos com empreendedores aqui, e já havia uma expectativa de que houve um aumento de impostos, mas, de fato, estava muito acima do que se imaginava”, explicou. As reações iniciais foram cautelosas, com muitos empreendedores adiando novas solicitações para avaliar o impacto real da medida.

Pequenas empresas sentirão mais os efeitos da guerra tarifária

Teixeira também comentou os desafios enfrentados por empresas menores. “Eu acho que, especialmente, os menores acabarão inicialmente com isso”, disse ele, destacando a flexibilidade do mercado chinês para se adaptar rapidamente às mudanças, como ocorreu durante a pandemia, quando as fábricas começaram a produzir EPI de maneira emergência. “A China é muito flexível a esse respeito”, disse ele, referindo -se à capacidade do país de ajustar sua produção de acordo com as demandas do mercado.

A capacidade industrial dos EUA não fornece demanda global

Apesar da incerteza sobre como o mercado global reagirá, o executivo enfatizou que o impacto não será isolado. “Mesmo com esse aumento de impostos, não será possível atender a toda a demanda apenas com a produção nos EUA. A indústria americana não é capaz de absorver 100% dela”, explicou. Ele acredita que, mesmo com taxas mais altas, a demanda por produtos continuará e a China continuará sendo um fornecedor crucial para os Estados Unidos e outros mercados, incluindo o Brasil.

O Brasil pode se beneficiar de estratégias de importação mais sofisticadas

Falando sobre relações comerciais entre o Brasil e a China, Teixeira estava otimista sobre o futuro. “O Brasil tem um mercado crescente, e a indústria brasileira aprendeu a tornar as importações mais estrategicamente”, disse ele. No entanto, ele também alertou que a indústria nacional ainda enfrenta dificuldades em lidar com mudanças tarifárias, especialmente em comparação com a flexibilidade da indústria americana, que tem mais adaptabilidade.

Alto em carros elétricos acelera a industrialização chinesa no Brasil

O executivo também mencionou o aumento das tarifas em carros elétricos no Brasil, o que resultou em um aumento significativo nas importações de produtos da China. “No ano passado, o Brasil aumentou a tarifa de carros elétricos, e as grandes empresas aqui levaram quase todos os contêineres disponíveis para importar este produto. Agora, muitas dessas empresas estão criando instalações industriais no Brasil para escapar da tarifa”, explicou ele.

Tecnologia e troca de investimentos: uma estrada promissora de dois caminhos

Com o fortalecimento das relações comerciais entre o Brasil e a China, Teixeira vê uma grande oportunidade de trocar tecnologia e expandir investimentos chineses no país. Ele concluiu afirmando que esse relacionamento pode ser positivo para os dois lados: o Brasil, como um dos principais fornecedores de commodities, e a China, como fornecedor de produtos acabados e tecnologia avançada.

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