A compra do Mestre Banco por Bank of Brasilia (BRB)Anunciado ainda esta semana, promete mover o setor bancário brasileiro. Com um valor de aquisição de R $ 2 bilhões, a operação ainda precisa aprovar a aprovação do Banco Central, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e outras agências reguladoras. No entanto, os especialistas em mercado já estão otimistas sobre a viabilidade da transação.
Em uma entrevista com Times Brasil Journal Neste sábado (29), o professor de economia da FGV e parceiro da Go Associados, Gesner Oliveira, analisou os impactos potenciais dessa aquisição no setor bancário e na economia.
“Tenho a impressão de que será uma operação que pode ser aprovada pelas agências reguladoras, porque o BRB está se expandindo rapidamente e tem a capacidade de implementar novas operações. O banco já foi muito dinâmico e a aquisição do Banco Master deve contribuir para essa expansão”, disse Gesner Oliveira.
O objetivo da compra, como divulgado pela BRB, é expandir o desempenho do banco em segmentos estratégicos, como empréstimos de folha de pagamento, troca, mercado de capitais e inclusão digital. Para Gesner, esse movimento pode trazer benefícios para os titulares de contas e investidores. “Acredito que a aquisição será positiva para os consumidores, porque o BRB está buscando atender à crescente demanda por serviços bancários digitais, oferecendo mais alternativas no mercado”, disse o economista.
A BRB, com 8,9 milhões de clientes e R $ 61 bilhões em ativos, já mostrou um grande dinamismo, mas ao comprar o Mestre Bank, que tem uma especialização em nichos como folha de pagamento, atacado e caixa de câmbio, o banco estadual expande sua presença em áreas ainda não totalmente exploradas. Além disso, a compra do Will Bank, o Banco Digital do Grupo Master, fortalece a estratégia de inclusão financeira baixa e a presença digital do BRB.
Gesner recebe a combinação de forças entre as duas instituições, pois acredita que ambos têm habilidades complementares. “A complementaridade entre os dois bancos gerará uma solução mais robusta para os clientes, especialmente em nichos que o BRB ainda não havia desenvolvido em larga escala”, disse ele.
Além da aquisição, o Brasil também viu o anúncio de dados econômicos relevantes, como o registro de criação de empregos de 432 mil empregos em fevereiro, de acordo com o Registro Geral de Funcionários e os desempregados (com cagado). No entanto, a pesquisa nacional de amostras domésticas de Ibge (PNAD) apontou um ligeiro aumento no desemprego, sugerindo uma desaceleração no mercado de trabalho.
“Apesar do aumento da taxa de desemprego, estamos vendo um mercado de trabalho quente, com uma alta demanda por mão de obra qualificada, especialmente nos setores de construção. A economia ainda está se expandindo, e o mercado de trabalho é o último a sentir os efeitos da desaceleração”, disse Gesner.
No cenário monetário, o Comitê de Política Monetária (COPOM) aumentou a taxa selera em 1 ponto percentual, levando -o a 14,25% ao ano. O mercado espera que o próximo aumento na taxa seja mais modesto, cerca de 0,5%. Gesner explicou que essa medida reflete a preocupação do banco central com a inflação, que segue acima do alvo estipulado. Ele estabelece que a taxa de juros continuará alta até o final de 2025, com uma expectativa final de 15% ao ano.
“Os aumentos de juros estão relacionados à inflação persistentemente alta, o que requer medidas mais rigorosas. No entanto, esperamos que a economia diminua no segundo tempo, com um crescimento mais modesto até 2025, cerca de 2%”, disse Gesner.
Finalmente, o especialista comentou os riscos de aumentar as tarifas de importação nos Estados Unidos, o que poderia gerar retaliação global.
Embora, de acordo com ele, o Brasil não dependa tanto do mercado dos EUA e de outras economias, Gesner reconheceu que o aumento de tarifas pode afetar setores como indústria de aço e automóveis. No entanto, ele acredita que alguns produtos brasileiros, como soja, milho e carne, podem se tornar mais competitivos devido ao aumento dos custos nos Estados Unidos.
“Embora o cenário internacional seja preocupante, os produtos do agro brasileiro, como soja e milho, podem se beneficiar da situação, se tornando mais competitiva no mercado global”, concluiu.
Essa transação da BRB e questões econômicas e monetárias indica que o Brasil está em uma fase de transformação, com grandes movimentos no mercado bancário e desafios inflacionários pela frente. O que se espera é que essas mudanças tragam novas oportunidades para consumidores e investidores, enquanto o país navega em um cenário de desaceleração econômica global.
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