O processo de retaliação comercial iniciada pelo governo brasileiro contra os Estados Unidos deve ser conduzido com cautela, avaliado o professor do FGV EAESP e ex -funcionário de GanhoAssim, Ligia Maura Costaem uma entrevista exclusiva com Times Brasil – CNBC exclusivo licenciado.
Segundo ela, depende Camex Avalie tecnicamente o impacto das medições e ouça os setores afetados antes de definir qualquer contratado, como restrições aos produtos dos EUA.
“O papel da Camex é avaliar tecnicamente o impacto das medidas, ouvir os setores afetados e entender se os contratados, como restrições aos produtos dos EUA, são realmente viáveis, o que é extremamente difícil para a economia brasileira”, disse ele.
O especialista também alertou que uma reação apressada pode se voltar contra o país.
“Isso pode abrir espaço para a contra-retenção dos EUA, o que agravaria ainda mais a situação atual. Um aumento absurdo nas importações brasileiras pode gerar custos significativos para as empresas, afetando diretamente a produção, os empregos e os preços finais do consumidor”, afirmou.
Leia mais:
Especialistas recomendam cautela na aplicação da lei de reciprocidade dos EUA
Nós estendemos isenções a produtos chineses por mais 90 dias
“Não é hora de atingir Trump”, diz o professor da FGV sobre retaliação comercial
O professor de FGV EAESP e ex -funcionário de GanhoAssim, Ligia Maura Costaargumentou que o governo brasileiro evita o confronto direto com o Estados Unidos No processo de retaliação comercial em andamento.
“Se eu era consultor do presidente Lula, diria para ligar para Trump e tentar negociar. Agora não é hora de chegar à frente. O que importa é que o Brasil continua crescendo, os exportadores continuam vendendo e o consumidor não pagou mais. Se os países maiores não enfrentam Trump, por que o fizemos?” Times Brasil – CNBC exclusivo licenciado.
OMC enfraquecido e risco de guerra comercial
Segundo o especialista, a via multilateral também é pouco eficaz.
“O Brasil já chamou a OMC, mas mesmo que venha, a agência de apelação não está funcionando. A OMC perdeu os dentes. Então, hoje, a única saída é a diplomacia, mesmo que seja difícil. O risco de novas represálias existe e não sabemos o que pode vir a seguir. Você pode começar uma guerra comercial aberta”, ele avisou.
Setores mais vulneráveis
Ligia também apontou os segmentos que podem sofrer mais em caso de escalada da disputa.
“Todo mundo já sabe que os setores mais vulneráveis são aqueles que dependem de insumos importados e cadeias globais: indústria farmacêutica, tecnologia da informação, máquinas e equipamentos industriais, agro, setor automotivo e setor aeronáutico. Camex precisa ouvir esses setores e colocar os números na tabela antes de qualquer decisão apressada”.
–
Canal 562 CLAROTV+ | Canal 562 céu | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadores regionais
Sinal aberto da TV: canal parabólico 562
Online: www.timesbrasil.com.br | YouTube
Canais rápidos: Samsung TV Plus, Canais LG, Canais TCL, Plutão TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos streamings