As mudanças climáticas ganharam cada vez mais destaque no cenário econômico global, com desastres naturais afetando negócios e mercados em todo o mundo. Esse fenômeno levou empresas e investidores a refletir sobre os impactos ambientais, sociais e de governança (ESG) em suas decisões de investimento.
No Brasil, essa discussão está avançando, com o mercado financeiro e o regulamento buscando maneiras de mitigar riscos e promover uma transição para a economia de baixo carbono.
A conexão entre mudança climática e economia
Eventos climáticos extremos, como inundações e queimação, impactaram diretamente o mercado financeiro, especialmente no Brasil, onde a Amazônia e o Pantanal enfrentaram situações críticas. Essas variáveis são cada vez mais vistas como riscos da natureza e estão no radar dos bancos centrais.
A falta de regulamentação clara sobre ESG e mudanças climáticas gerou um ambiente de incerteza, afetando a confiança dos investidores.
Desafios para micro e pequenas empresas
Embora o Brasil tenha um grande número de micro e pequenas empresas, essas empresas enfrentam desafios ainda mais complexos para acessar o crédito e implementar práticas de sustentabilidade. O ambiente regulatório e a dificuldade de implementar o planejamento financeiro adequado acabam colocando essas empresas em situações mais vulneráveis.
Regulamentação e taxonomia verde
A regulamentação sobre finanças sustentáveis no Brasil avançou com novos requisitos para empresas listadas na bolsa de valores, incluindo informações sobre suas práticas de ESG. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) adotou medidas para fornecer mais transparência e padronização nas informações apresentadas pelas empresas. No entanto, ainda há muito tempo à frente em termos de comparabilidade e implementação de critérios claros.
Além disso, a formulação de uma “taxonomia verde” está em andamento, com o objetivo de tornar mais transparente quais atividades são de fato sustentáveis e permitir uma transição eficaz para a economia de baixo carbono. O Banco Central E outras instituições estão discutindo medidas que podem incentivar o investimento em ativos sustentáveis, criando um ambiente de confiança maior para o capital privado.
Oportunidades e desafios para os investidores
As mudanças climáticas não apenas afetam o meio ambiente, mas também criam um paradigma para o mercado financeiro. Para os investidores, isso significa a necessidade de entender como as práticas de ESG podem afetar o desempenho das empresas e, consequentemente, retornos de investimento.
A falta de clareza nos regulamentos e a complexidade da mudança tornam o processo de adaptação desafiador, mas ao mesmo tempo oferece oportunidades para aqueles que antecipam e incorporam a sustentabilidade em suas estratégias de investimento.
A COP30, que ocorrerá no Brasil em 2025, pode ser uma oportunidade para o país atrair mais investimentos para o setor, principalmente através do fortalecimento da regulamentação e da implementação das práticas de mitigação das mudanças climáticas.
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