Cingapura começará a emitir licenças de abastecimento no próximo ano para empresas que fornecem metanol como combustível marítimo, com o objetivo de contribuir para a redução das emissões de carbono do transporte marítimo global, disse a autoridade portuária da cidade-estado na segunda-feira (24/11).
Singapura é o principal centro mundial de bunkering (operação que consiste em abastecer um navio com combustível), graças à sua localização estratégica junto ao Estreito de Malaca, à sua infra-estrutura desenvolvida e ao seu acesso a refinarias.
Três empresas começarão a fornecer metanol para navios no porto de Cingapura a partir de 01/01/2026, informou a Autoridade Marítima e Portuária (MPA) em comunicado. “Isto marca um passo importante para a implementação do fornecimento de metanol em grande escala e para a concretização da ambição de Singapura de se tornar um centro sustentável para o fornecimento de múltiplos combustíveis”, afirmou a MPA.
O metanol verde, ou biometanol, é composto de resíduos de dióxido de carbono (CO2) e “hidrogênio verde”, criado a partir de energia renovável para separar moléculas de água. O metanol verde tem uma pegada de carbono menor do que os combustíveis navais tradicionais, reduzindo as emissões de carbono em até 65%, de acordo com companhias marítimas.
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Global Energy Trading Pte Ltd, Golden Island Pte Ltd e PetroChina International (Singapura) Pte Ltd foram selecionadas entre 13 empresas que solicitaram a licença na sequência do aviso lançado em março pela cidade-estado asiática, detalhou a autoridade portuária. “O forte interesse despertado (pelo processo) reflete a crescente atenção do setor aos combustíveis navais de baixas emissões”, avaliou a entidade.
As licenças serão válidas por cinco anos para apoiar “o desenvolvimento inicial do fornecimento de metanol, dando aos titulares de licenças margem de manobra suficiente para reforçar as suas capacidades, consolidar as suas cadeias de abastecimento e ancorar os seus investimentos iniciais à medida que o mercado se desenvolve”, refere o comunicado.
O transporte marítimo global, que geralmente funciona com diesel e outros combustíveis navais, contribuiu com pelo menos 3% das emissões globais de gases com efeito de estufa, de acordo com os dados mais recentes da UNCTAD, o organismo das Nações Unidas responsável pelo comércio e desenvolvimento.
Novas diretrizes da Organização Marítima Internacional estipulam que as emissões provenientes do transporte marítimo devem ser reduzidas em pelo menos 40% até 2030 e atingir zero por volta de 2050 para cumprir as metas do Acordo Climático de Paris.
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