O presidente russo, Vladimir Putin, falou pela primeira vez sobre o plano de paz apoiado pelos EUA para acabar com a guerra na Ucrânia, dizendo que Moscovo está disposto a participar em negociações “sérias” sobre a proposta preliminar.
Durante visita ao Quirguistão nesta quinta-feira (27), Putin declarou que as linhas gerais do projeto elaborado por Washington e Kiev poderiam servir de ponto de partida para um acordo que ponha fim ao conflito, que já dura quatro anos.
“Em geral, concordamos que isso pode servir de base para acordos futuros”, disse ele, segundo tradução da Reuters. Ele acrescentou que os EUA parecem levar em conta a posição da Rússia e que Moscou está aberta ao diálogo quando o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, chegar ao país na próxima semana.
A primeira reação pública de Putin ao plano
É a primeira vez que o líder russo comenta publicamente a iniciativa, após dias de intensa diplomacia entre os EUA e a Ucrânia. As conversações ocorreram após revelações de um plano de 28 pontos discutido secretamente entre os EUA e a Rússia – um documento que parecia favorecer em grande parte as exigências de Moscovo.
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A Ucrânia e os aliados europeus ajustaram então o projecto, acrescentando contrapropostas que foram discutidas em Genebra no fim de semana, numa reunião com uma delegação americana liderada pelo secretário de Estado Marco Rubio.
Plano reduzido para 19 pontos — e foco volta para a Rússia
O texto revisto, reduzido a 19 pontos principais, teria recebido aprovação inicial da Ucrânia. A decisão cabe agora ao Kremlin, que precisa indicar se aceita a estrutura para avançar.
Na quarta-feira (26), o assessor presidencial Yuri Ushakov afirmou que a Rússia não recebeu uma versão oficial do plano, apenas um rascunho não oficial. Sobre o documento informal, disse que alguns elementos são positivos, enquanto “vários pontos requerem uma análise cuidadosa”.
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Ryabkov, elogiou o esforço diplomático dos EUA, mas sublinhou que Moscovo não fará concessões em questões fundamentais, indicando que um acordo ainda está longe.
O porta-voz Dmitry Peskov alertou contra conclusões precipitadas sobre um possível fim da guerra.
“É muito cedo para dizer isso”, disse ele à TASS.
As exigências russas permanecem
Esta quinta-feira, Putin destacou os recentes avanços militares e voltou a afirmar que os combates só terminarão quando as Forças Armadas Ucranianas abandonarem posições estratégicas. Caso contrário, disse ele, a Rússia “alcançará os seus objectivos pela força”.
Isto inclui o controlo total da região de Donbass, no leste da Ucrânia — uma das principais exigências russas e também prevista na primeira versão do plano discutido com Washington.
A CNBC aguarda uma resposta do Kremlin sobre os comentários.
Ucrânia sinaliza apoio preliminar
Segundo relatos da ABC News e da CBS News, uma delegação ucraniana que se reuniu com autoridades americanas em Abu Dhabi demonstrou apoio provisório aos princípios do plano de paz, embora pontos sensíveis ainda estejam em negociação.
O presidente Volodymyr Zelenskyy disse na terça-feira que Kiev está pronto para avançar nas negociações, segundo a Reuters.
Na Casa Branca, o presidente Donald Trump disse: “Acho que estamos muito perto de um acordo. Estamos fazendo progressos”.
No Truth Social, ele escreveu que “restam apenas alguns pontos de desacordo”.
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