A tragédia de voo AF447que viajou entre o Rio de Janeiro e Paris em 31 de maio de 2009, continua sendo um dos episódios mais impactantes da aviação moderna.
O Airbus A330 desapareceu sobre o Atlântico e só depois de muitas horas de silêncio no rádio foi oficialmente considerado perdido.
Análises feitas pela agência francesa BEA mostraram que o avião chegou ao oceano intacto e com grande velocidade vertical. “O avião não se destruiu durante o voo. Aparentemente atingiu a superfície da água na direção do voo e com intensa aceleração vertical”, disse Alain Bouillard, que na altura liderava as investigações realizadas pela agência francesa BEA.
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A posição da aeronave no momento da colisão, barriga voltada para baixoexplicaria a fragmentação da estrutura apenas no momento do impacto. Entre os destroços, os investigadores encontraram um carrinho de serviço com prateleiras pressionadas e áreas internas deformadasreforçando a tese de uma queda abrupta.
Demora na declaração de emergência
O jato enviou uma sequência de alertas automáticos indicando falhas técnicas antes de desaparecer das telas de monitoramento.
Embora essas mensagens tenham sido gravadas por volta da madrugada, a confirmação oficial do desaparecimento só veio mais de 6 horas depoisjá perto das 5h30, horário de Brasília, diz o Reuters.
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Esse intervalo tornou-se um dos principais pontos de questionamentos levantados pelos especialistas.
Diferenças no controle aéreo
Um dos focos da investigação foi a transferência de responsabilidade pelo tráfego aéreo entre o Brasil e o Senegal. A BEA considerou que a transferência não tinha sido formalmente concluída.
A Força Aérea Brasileira afirmou que havia o protocolo foi seguido e a transcrição das comunicações foi enviada à agência francesa. As versões conflitantes tornaram-se o segundo ponto de atrito entre os países envolvidos na investigação.
No início da operação, apenas parte das vítimas e fragmentos da aeronave haviam sido localizados. A França determinou que as buscas por caixas pretas continuariam até o limite do período em que o equipamento emitia sinais acústicos.
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A intenção era recuperar dados essenciais para entender o que aconteceu dentro da cabine nos últimos momentos do voo.
Discussões sobre sensores de velocidade
Após o acidente, surgiram relatos sobre possíveis falhas nos tubos pitot, sensores de velocidade que poderiam ter gerado informações inconsistentes aos sistemas da aeronave.
Incidentes semelhantes ocorreram posteriormente em outros Airbus A330, mas até então não havia registro de perda severa de altitude relacionada ao equipamento.
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As famílias das 228 vítimas do voo sempre exigiram mais clareza quanto às mensagens finais enviadas pelas aeronaves. A falta de acesso dos investigadores franceses às autópsias realizadas no Brasil também foi motivo de tensão durante a investigação, aumentando o sentimento de incerteza entre familiares e autoridades.
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