O Grupo Mateus negou ter cometido erro contábil na avaliação das ações, ponto que ajudou a derrubar as ações da empresa em quase 25% na última semana. Em resposta o CVM, a empresa afirmou que as informações citadas pela imprensa já foram detalhadas na divulgação dos resultados do terceiro trimestre.
Segundo o Grupo Mateus, o relatório tratou de dados apresentados no 3º ITR de 2025, na divulgação de resultados e na apresentação aos investidores feita no dia 14 de novembro. Em comunicação ao mercado, a empresa explicou que realizou uma revisão contábil vinculada ao aprimoramento dos controles internos, às políticas de custeio e à integração de sistemas. O processo resultou na reapresentação dos saldos comparativos de 2023 e 2024, conforme determina o CPC 23.
Revisão foi técnica, diz empresa
Mateus afirmou que a atualização ocorreu em meio à expansão acelerada do grupo, ao aumento da complexidade tributária com a entrada em novos estados do Nordeste e à diversidade de formatos operacionais, que incluem centros de distribuição, atacadistas, atacadistas, supermercados, lojas de eletroeletrônicos e e-commerce.
Este cenário, segundo a empresa, justificou a adoção de um novo sistema de controle de custos, mais integrado e automatizado, capaz de oferecer maior rastreabilidade e consistência. A mudança exigiu a reapresentação dos dados para manter a comparabilidade entre os anos. Embora o reajuste total citado na imprensa chegue a R$ 1,1 bilhão, Mateus afirma que o impacto específico de 2024 gira em torno de R$ 94 milhões, conforme Nota Explicativa nº 3.1.
Os ajustes não estão relacionados aos estoques
O Grupo Mateus também rejeitou qualquer relação entre ajustes contábeis e possíveis ineficiências de estoque. Segundo a empresa, os temas são diferentes.
Durante a apresentação dos resultados, a administração citou episódios de furtos e desvios em unidades, mas apenas como exemplo de mudanças operacionais, como maior frequência de inventários físicos e revisão de procedimentos —sem ligação com a revisão contábil.
Grupo Mateus critica hipóteses atribuídas por terceiros
Mateus disse desconhecer a origem das hipóteses mencionadas no relatório, atribuídas a “atacadistas”, sobre possíveis erros no cálculo de impostos sobre insumos ou bônus industriais. Para o grupo, tais conjecturas reflectem percepções genéricas sobre o sector e não são consistentes com as suas práticas.
A empresa reforça que o novo sistema de custeio proporciona:
- maior rastreabilidade das origens dos custos;
- integração automática entre as áreas contábil, fiscal e operacional;
- padronização tributária entre estados;
- melhor governação e reconciliações mais precisas.
Impacto financeiro foi limitado, diz Mateus
A CVM também questionou o motivo pelo qual o assunto não foi comunicado via Fato Relevante. O Grupo Mateus respondeu que o impacto líquido da revisão — R$ 731,2 milhões, equivalente a 3,8% dos ativos totais de R$ 19 bilhões — não alterou caixa, patrimônio ou cláusulas de dívida.
Com o patrimônio líquido mantido próximo a R$ 10,2 bilhões e os números devidamente detalhados no 3º ITR/25, a administração concluiu que não havia necessidade de divulgação adicional ao mercado.
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