Exportações de BRASIL BOVINA Bateram novo recorde em setembro, mesmo depois das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
De acordo com dados de Secretaria de Comércio Exterior (Secex)o país embarcou 347, mil toneladas de carnes in natura e processadas no mês – maior volume já registrado em um único mês da série histórica.
O resultado representa um aumento 25,1% em relação a setembro de 2024 e supera a marca anterior, registrada em Julho deste anoquando as exportações atingiram 276,9 mil toneladas.
Em volume de dinheiro, essas 347 mil toneladas de carne representaram a entrada de US$ 1,89 bilhão, valor 52% superior ao exportado em setembro do ano passado. Na comparação com agosto deste ano, a alta do dólar foi de 18%.
Tarifa dos EUA não foi para o avanço
Mesmo com a chamada “tarifa” dos Estados Unidos, o setor manteve o ritmo dos embarques.
Em agosto, o governo dos EUA elevou o preço total da carne bovina brasileira para 76,4%acrescentando uma sobretaxa de 50% às taxas existentes de 26,4%.
De acordo com Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC)o impacto foi compensado por Diversificação de Destinos e por expansão das vendas para outros mercadoscomo China e México.
Em entrevista recente o presidente da ABIEC Roberto Perosaele disse que os embarques para os EUA deveriam cair para cerca de 7 mil toneladas mensaismas o setor mantém o equilíbrio ao direcionar parte da produção para novos compradores.
“O mercado internacional está se reorganizando e o Brasil se beneficia da competitividade e da oferta constante”, afirmou.
China é o principal destino
O China Continua sendo o principal comprador da carne bovina brasileira, representando mais da metade do volume total embarcado.
Com o aumento das compras em setembro, os frigoríficos nacionais ampliaram o envio de cortes premium, principalmente diante da reabertura dos restaurantes e da retomada do consumo urbano no país asiático.
A ABIEC destaca ainda que o México Consolidou-se como um novo mercado relevante após acordos sanitários assinados em 2024.
Outros destinos, como Chile, Emirados Árabes Unidos e Egitotambém aumentou as importações no mês.
Argentina
Famosa produtora mundial de carnes e cortes nobres, a vizinha Argentina aproveita a moeda valorizada e a tarifa sobre o Brasil para exportar sua própria produção para os Estados Unidos e importar carne brasileira.
Em setembro o total exportado pela Brasil para o país vizinho foi de 2,42 mil toneladas, o maior volume da história desta transação, o que representou um Aumento de 113% em comparação com agosto.
Contexto global favorece o Brasil
A demanda mundial por carne continua aquecida, impulsionada pela Baixa oferta de gado nos Estados Unidos e para a recuperação do consumo nos países asiáticos.
Segundo especialistas do setor, a conjuntura reforça o papel do Brasil como principal fornecedor global de carne bovinaposição que o país mantém há mais de uma década.
A competitividade brasileira se sustenta em custos de produção mais baixos, abundância de pasto e adaptabilidade aos requisitos sanitários e ambientais dos países importadores.
Expectativas para o final do ano
Segundo projeções da ABIEC, o país deve fechar 2025 com exportações próximas de 3 milhões de toneladasconsolidando um novo recorde anual.
O volume acumulado nos primeiros nove meses do ano já ultrapassa 2,3 milhões de toneladas.
Desempenho reforça o peso do agronegócio brasileiro na balança comercial.
Somente em setembro, as vendas externas de carne bovina renderam US$ 1,8 bilhãosegundo a Secex.
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