Nos últimos dias, o Grupo Mateus tem sido alvo de críticas do mercado financeiro devido ao ajuste contábil que identificou erro de R$ 1,1 bilhão no balanço de 2024. Segundo a rede nordestina, isso aconteceu devido a uma falha no cálculo do CMV – isto é, o custo médio dos produtos vendidos.
Mas, afinal, como funciona o CMMV?
Conceitos básicos para entender o CMMV
O cálculo de Custo Médio das Mercadorias Vendidas (CMMV), é uma variação do cálculo de Custo das mercadorias vendidas (CMV). Portanto, para compreender um é necessário compreender o outro.
Existem diferentes formas de estipular o CPV. Segundo a FIA Business School, é possível calcular a partir do inventário permanente ou periódico. Neste caso, o que muda é a frequência com que as mercadorias são adicionadas ou retiradas do estoque.
A seguir, é necessário diferenciar o que é custo e o que é despesa. Isto porque a primeira diz respeito a despesas diretamente relacionadas com a atividade da empresa, enquanto a segunda se refere a manutenções gerais, como água, luz e similares.
Passado este ponto, recorremos à fórmula em sua versão mais básica: CMV = EI + C – FE. Neste caso, as siglas significam:
- EI – Estoque Inicialrepresenta o valor de cada item do armazém;
- C – Comprasdiz respeito a compras realizadas em determinado período;
- EF – Estoque Finalo valor do estoque após determinado período de vendas é estipulado antes da reposição.
Em princípio, esta forma de cálculo do CPV serve como indicador da rentabilidade da atividade comercial, ajudando a definir os preços de revenda e a determinar a margem de contribuição dos produtos em relação às contas da empresa.
Porém, para saber quanto cada commodity custou para a empresa – no caso do Grupo Mateus –, é necessário utilizar o cálculo com base no saldo monetário.
CPV por saldo monetário
O cálculo do CPV utilizando o saldo monetário serve para demonstrar quanto a empresa gastou para vender um produto. Para isso, a conta parte do estoque inicial, soma as compras do período e subtrai o estoque final — sempre utilizando o custo médio de aquisição.
Como exemplo, a FIA Business School explica o uso de uma loja de bicicletas imaginária, que inicia o mês com 10 unidades em estoque. Ao longo dos trinta dias, são adquiridas mais 10 bicicletas, até que no final do mês restam apenas 5. Com custo médio de R$ 100 por unidade, basta aplicar a fórmula: CMV = EI + C – EF.
Ou seja, o estoque inicial vale R$ 1 mil, enquanto as compras somam mais de R$ 1.000. O estoque final é representado pelo valor de R$ 500. Assim, o CPV do período chega a R$ 1.500. Esse é o custo das 15 bicicletas vendidas — independentemente do preço cobrado do cliente.
Então, para saber o lucro bruto, a conta RCM = V – CMV. Neste caso, as siglas representam:
- RCM – Resultado da conta mercadoria;
- V – Vendas realizadas;
- CPV – Custo das mercadorias vendidas.
Portanto, se as vendas totalizaram R$ 3 mil, o resultado na conta de mercadorias é de R$ 1.500. Ou seja, a loja vendeu por um valor superior ao que pagou para repor o estoque. Porém, vale ressaltar que as fórmulas apresentadas podem ter variações, algumas incluindo devoluções, impostos e até frete.
Bom, onde está o Grupo Mateus nisso tudo?
O novo sistema de cálculo do Grupo Mateus
Conforme explica o Times Brasil – Licenciado Exclusivo da CNBC em reportagem, as polêmicas do Grupo Mateus começaram com a mudança na forma de cálculo da avaliação da ação de 2024, que fazia parte do balanço de 2024.
Em comunicado ao mercadoa rede varejista afirmou que o reajuste não se deu por falhas operacionais ou problemas de estoque, mas sim por uma revisão mais ampla da estrutura de custos.
Aliás, o Grupo Mateus reforçou que adotou um novo sistema de cálculo de inventários e CPV, para o tornar mais coerente. A mudança foi motivada pelo aumento do volume de operações, pela complexidade tributária dos estados onde atuam e pelo crescimento do próprio negócio.
Consequentemente, ao aplicar esta nova metodologia, a empresa recalculou os saldos de 2023 e 2024 para manter a comparabilidade, de acordo com o CPC 23. Por fim, o Grupo Mateus se defendeu em nota, informando que a revisão do CMV é resultado de um processo de evolução dos controles internos, e não de erros sistêmicos ou fiscais. Os valores que a rede perdeu nessa transição foram abordados nesta reportagem do Times Brasil – Licenciada Exclusiva CNBC.
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