O Governo Central registou superávit primário de R$ 36,5 bilhões em outubro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (26) pela Tesouro Nacional. O resultado superou as estimativas do mercado e se tornou o melhor quarto do mês desde 1997.
Outubro supera projeções, mas superávit é menor que o de 2024
A pesquisa Prisma Fiscal apontou superávit esperado de R$ 32,2 bilhões.
Apesar do avanço, o valor ficou abaixo do observado em outubro do ano passado, quando o superávit foi R$ 41 bilhõesjá ajustado pela inflação.
O superávit primário reflete a diferença entre receitas e despesas do Governo Central, excluindo o pagamento de juros da dívida pública.
Déficit acumulado no ano pressiona meta fiscal
Entre Janeiro e Outubro, o Governo Central acumula déficit de R$ 63,7 bilhõesum número que mantém a meta fiscal sob pressão.
A LDO estabelece meta de déficit zerocom tolerância de até 0,25% do PIBque seria equivalente a um défice autorizado até R$ 31 bilhões.
Despesas extraordinárias, como precatórios e reembolsos a aposentados afetados por fraudes no INSS, ficam fora dessa margem.
Superávit impulsionado por receita recorde
A melhora no resultado de outubro foi influenciada pelo crescimento da receita, impulsionado principalmente por:
- Imposto de Renda: +R$ 4,6 bilhões
- IOF: +R$ 2,3 bilhões
- Receitas administradas pela Receita Federal: +5,5% acima da inflação
- Dividendos: R$ 2,8 bilhões (ante zero em outubro de 2024)
O aumento do IR refletiu o aumento da massa salarial e da renda fixa, enquanto o IOF subiu com a retomada da alíquota após decisão do STF.
Despesas continuam a subir, com pressão da Segurança Social e da saúde
Mesmo com receitas maiores, despesas subiram 9,2% acima da inflação em relação a outubro de 2024. A expansão veio de:
- Saúde: +R$ 6,3 bilhões
- Benefícios previdenciários: +R$ 2,4 bilhões
- Ordens e decisões judiciais: +R$ 1,5 bilhão
- Suplementação ao Fundef/Fundeb: +R$ 1,3 bilhão
- Investimentos públicos: R$ 7,6 bilhões (+27,7% acima da inflação)
A Previdência voltou a pressionar as contas com o reajuste real do salário mínimo e a ampliação do número de beneficiários.
Principais números de superávit de outubro
- Superávit primário: R$ 36,5 bilhões
- Superávit em outubro de 2024: R$ 41 bilhões
- Receita líquida: R$ 228,9 bilhões (+4,5% real)
- Despesas totais: R$ 192,4 bilhões (+9,2% real)
- Tesouro: superávit de R$ 57,4 bilhões
- Pensão: déficit de R$ 20,7 bilhões
- Banco Central: déficit de R$ 152 milhões
Acumulado de janeiro a outubro
- Déficit primário: R$ 63,7 bilhões
- Déficit no mesmo período de 2024: R$ 62,5 bilhões
- Receita líquida: R$ 1,915 tri (+3,7% real)
- Despesas totais: R$ 1.979 tri (+3,3% real)
- Investimentos: R$ 62,59 bilhões (+2,6% reais)
- Déficit em 12 meses: R$ 41,9 bilhões (0,35% do PIB)
Meta fiscal e bloqueios orçamentários
Mesmo com o superávit de outubro, a distância até a meta ainda é significativa. O governo estima um défice de R$ 75,7 bilhões em 2025limite da largura de banda permitida pela estrutura.
As estatais federais também pressionam o resultado, com previsões de perda de R$ 9,2 bilhõesagravado pela inclusão da perda dos Correios de R$ 3,3 bilhões.
Para cumprir a meta, o governo mantém R$ 7,7 bilhões bloqueadosser Contingente de R$ 3,3 bilhões recentemente por causa da piora das contas.
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