O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, reforçou nesta segunda-feira (24) que a instituição continuará atuando com rigor técnico para entregar a inflação dentro da meta, apesar das críticas sobre o nível dos juros. Durante almoço anual promovido pela Febraban, ele disse que o BC não pode atuar sob pressão política ou midiática e deve manter a disciplina diante do debate público.
“Acho importante o Banco Central não se emocionar e não ser uma instituição preocupada em fazer movimentos por motivos midiáticos ou de mobilização”, afirmou. Segundo Galípolo, a prioridade da autoridade monetária é “cumprir o mandato de levar a inflação à meta”, deixando em segundo plano o “clamor popular” ou as disputas políticas.
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O presidente do BC destacou que a instituição continua “dependente de dados” para decidir os próximos passos da política monetária, em meio às expectativas do mercado sobre um possível corte da Selic. Ele lembrou que assumir uma postura técnica implica lidar com pressão: “Se você está numa posição onde tem muita gente que é afetada pelas suas ações, pode haver pressão e pode haver gritaria. Se você não vai se dar bem com isso, o Banco Central não é um lugar adequado”.
Galípolo afirmou que, ao longo de 2025, o BC enfrentou dúvidas sobre a eficácia da política monetária, principalmente diante de uma economia mais resiliente do que o esperado no início do ano. Surgiram então questões sobre se a taxa de juro não era excessivamente restritiva. Para ele, esse movimento é natural. “É um debate sempre legítimo, democrático, e se o governo não pode falar, não pode debater, não pode propor, quem poderá fazê-lo?”
Ele novamente usou a metáfora do BC como “último defensor”. “Esse é o papel do Banco Central. E se o Banco Central cumprir bem o seu papel, geralmente o que acontecerá com o tempo é que ele será acusado por ambos os lados pelo que está fazendo.”
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Riscos inflacionários
Galípolo disse observar redução dos chamados “riscos de cauda”, eventos extremos que podem pressionar a inflação, e afirmou que 2025 termina com maior confiança na condução da política monetária. “Chegando ao final do ano, acho que esses desafios ou os riscos decorrentes desses desafios diminuíram significativamente.”
Segundo ele, o BC encerrou o ano com mais certeza de que “a política monetária funciona” e de que reagirá sempre que houver riscos relacionados à inflação, à segurança financeira ou à estabilidade.
Comentando os desafios relacionados à estabilidade financeira enfrentados durante o ano, Galípolo agradeceu ao Diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, pelo “trabalho espetacular desde o início”.
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