Neste domingo (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um balanço de sua participação na Cúpula do G20, em Joanesburgo, e comentou temas que marcaram os dois dias de reuniões. Também avaliou o resultado da COP30 e afirmou que os acordos alcançados reforçam a sobrevivência do multilateralismo.
Em conversa com jornalistas, o presidente disse que os combustíveis fósseis continuam no centro do debate climático e citou ações do governo brasileiro. “Se é verdade que os combustíveis fósseis são responsáveis por mais de 80% das emissões de gases de efeito estufa, é verdade que precisamos encontrar uma solução para isso. No caso do Brasil, estamos melhor do que qualquer outro país, com a introdução de 15% de biodiesel no óleo diesel e 30% de etanol na gasolina”, afirmou.
Lula também comemorou o consenso final da COP30 e a entrega de novas NDCs por 122 países. Segundo ele, os acontecimentos recentes, G20, BRICS e COP, demonstram que o multilateralismo “está mais do que vivo”. Disse ainda que Belém “surpreendeu quem duvidava” da capacidade da cidade para sediar a conferência do clima.
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O presidente reiterou que a discussão sobre o chamado Roteiro enfrentou resistências, mas abriu espaço para um debate inevitável. Lula defendeu que outros países adotem modelos semelhantes ao do Brasil e citou o continente africano como potencial produtor de matéria-prima para biocombustíveis.
Ausência de Trump na COP30
Questionado sobre a ausência do presidente Donald Trump no G20, Lula colocou a questão em perspectiva. Disse que não é a primeira vez que um importante chefe de Estado não comparece e que “os Estados Unidos continuam a ser a maior economia do mundo”, mas que o G20 tem uma força própria.
Ele também expressou preocupação com o aumento militar americano no Caribe. Segundo ele, a América do Sul é uma “zona de paz” e uma escalada militar na região seria arriscada. O presidente afirmou que pretende conversar com Trump sobre o tema. “Não acho que faça sentido ter uma guerra agora. Para começar, basta atirar. Para terminar, você não sabe como termina.”
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Acordo Mercosul-UE
Lula reafirmou que o acordo entre a União Europeia e o Mercosul será assinado no dia 20 de dezembro. Para ele, o pacto, que envolve mais de 700 milhões de pessoas e cerca de US$ 22 trilhões em PIB, é um dos maiores acordos comerciais do mundo. O presidente reconheceu, porém, que a implementação exigirá “muito trabalho” após a assinatura.
Ao longo da agenda, Lula também manteve reuniões bilaterais com líderes da Alemanha, África do Sul, Turquia, Coreia do Sul, Canadá e Etiópia, além do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom. Agora, o presidente vai visitar Moçambique.
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