A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em outubro de 2025. Isto é o nível mais baixo já registrado desde 2012quando a série começou. O resultado mostra uma melhorar em relação ao trimestre anterior, quando o índice estava em 5,6%.
Em comparação com o mesmo período de 2024, a melhoria é ainda mais clara: nesse ano, o desemprego foi 6,2%. Ou seja, menos pessoas estão desempregadas agoraquer trabalhe em posições formais ou informais.
O nível de emprego — que mostra quantas pessoas estão empregadas na população em idade ativa — foi de 58,8%. Esse percentual permaneceu estável, sem alterações relevantes tanto em relação ao trimestre anterior quanto ao mesmo período de 2024.
A taxa composta de subutilização — que reúne aqueles que trabalham menos horas do que gostariam, aqueles que procuram emprego e aqueles que poderiam trabalhar, mas não estão à procura de emprego — foi de 13,9%o nível mais baixo já registrado. O indicador permaneceu estável em relação ao trimestre anterior (14,1%) e diminuiu 1,5 ponto percentual em relação a 2024 (15,4%).
O número de pessoas subutilizadas chegou a 15,8 milhões, um dos menores níveis desde 2014. Esse total ficou praticamente estável no trimestre, mas apresentou queda de 10,1% em um ano —o que significa menos 1,7 milhão de pessoas nessa condição.
O grupo de pessoas que desistiu de procurar emprego totalizou 2,6 milhõesnúmero estável no trimestre e 11,7% inferior ao ano anterior. Este contingente representa 2,4% da população em idade ativaproporção que também se manteve estável e ficou 0,3 pontos percentuais abaixo da registada em 2024.
O emprego no setor privado atingiu 52,7 milhões de trabalhadores, o maior número da série histórica, mas sem variações significativas nas comparações trimestrais e anuais. Dentro deste grupo, 39,2 milhões têm carteira assinadaum recorde.
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O dado ficou estável no trimestre e cresceu 2,4% em um ano, equivalente à entrada de 927 mil pessoas. Já trabalhadores não registrados atingiram 13,6 milhõesnúmero estável no trimestre e 3,9% inferior ao de 2024 — redução de 550 mil pessoas.
No setor público, 12,9 milhões de pessoas estavam empregadascom estabilidade no trimestre e aumento de 2,4% em relação ao ano passado (mais 298 mil).
O número total de trabalhadores autônomos atingiu 25,9 milhõesmantendo a estabilidade no trimestre e apresentando crescimento de 3,1% em um ano, o que significa mais 771 mil pessoas nesta categoria.
A informalidade atingiu 37,8% da força de trabalho — cerca de 38,8 milhões de pessoas. O índice repetiu o mesmo patamar do trimestre anterior e ficou abaixo dos 38,9% registrados um ano antes.
O rendimento médio real foi de R$ 3.528, o maior valor já registrado. A receita permaneceu estável no trimestre e aumentou 3,9% em relação ao ano anterior.
Já a massa de rendimentoque soma o que todas as pessoas empregadas recebem, alcançadas R$ 357,3 bilhõestambém um recorde. O valor ficou estável no trimestre e subiu 5,0% em um ano, equivalente a mais R$ 16,9 bilhões.
A força de trabalho no país — que reúne pessoas ocupadas e pessoas em busca de trabalho — foi estimada em 108,5 milhões entre agosto e outubro de 2025. O número ficou estável tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação anual.
Na análise por setores de atividade, registaram-se progressos sobretudo na Construçãoque cresceu 2,6% e adicionou 192 mil pessoas. Também aumentou o contingente em Administração pública, defesa, segurança social, educação, saúde e serviços sociaiscom aumento de 1,3% e entrada de 252 mil trabalhadores. Por outro lado, o setor de Outros serviços caiu 2,8%o que representa 156 mil pessoas a menos.
Comparativamente ao mesmo período de 2024, dois setores registaram expansão: Transporte, armazenamento e correiocom um aumento de 3,9% (mais 223 mil pessoas), e Administração pública e áreas afinsque aumentou 3,8% (mais 711 mil trabalhadores). Os reveses foram Outros serviçosque diminuiu 3,6% (menos 203 mil pessoas), e Serviços Domésticoscom queda de 5,7% (menos 336 mil pessoas).
Se quiser, também posso transformar isso em um bloco final contextualizando tendências, ou criar uma legenda para o gráfico da taxa de subutilização.
O rendimento médio mensal real aumentou apenas em um dos principais setores em relação ao trimestre imediatamente anterior.

O destaque foi Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativasonde os trabalhadores começaram a ganhar, em média, 3,9% a mais — aumento de R$ 190. Nos demais setores, os valores permaneceram praticamente estáveis.
Em comparação com o mesmo período de 2024, porém, os ganhos foram mais amplos e distribuídos. Houve um aumento real na renda dos trabalhadores devido:
- Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: +6,2% (+R$129)
- Construção: +5,4% (+R$ 143)
- Alojamento e alimentação: +5,7% (+R$126)
- Informação, Comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: +5,2% (+R$251)
- Administração pública, educação, saúde e áreas afins: +3,5% (+R$164)
- Serviços Domésticos: +5,0% (+R$64)
Os demais setores não registraram alterações relevantes no período.
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