A notícia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu um mandado de prisão definitivo, após ter sido condenado a 27 anos e três meses por liderar uma tentativa de golpe de Estado, repercutiu na imprensa internacional.
Bloomberg disse que o ex-capitão do Exército experimentou um rápido declínio desde que passou do Congresso brasileiro à presidência em 2018, uma vitória que lhe valeu o apelido de “Trump dos Trópicos” por modelar sua abordagem política no líder dos EUA. Ao enfrentar problemas legais após a derrota, Bolsonaro contou com a ajuda de seu aliado americano, que este ano impôs tarifas punitivas sobre produtos brasileiros, ao mesmo tempo em que exigia o fim do julgamento do golpe.
Posteriormente, os EUA acrescentaram sanções e restrições de vistos aos funcionários brasileiros e suas famílias. “No entanto, o Supremo Tribunal deu seguimento ao caso e a campanha de pressão acabou por beneficiar Lula, cujos índices de aprovação aumentaram no meio da disputa”, acrescentou Bloomberg, que afirma que o interesse de Trump na situação de Bolsonaro parece ter diminuído, dando outro impulso a Lula.
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Em análise publicada pelo The New York Times nesta segunda-feira (24), o jornal afirma que o Brasil “desafiou Donald Trump e venceu”, ao descrever a mudança de postura do presidente americano diante da prisão de Bolsonaro.
Para o NYT, o episódio expõe o contraste entre os destinos do republicano e de Bolsonaro após ambos resultados eleitorais contestados, além de destacar os limites da capacidade de Washington de pressionar o próprio Brasil. Trump “demonstra disposição em abandonar antigos aliados quando considera isso politicamente conveniente”, disse o jornal.
A Reuters se concentrou no fato de que, em audiência de custódia no domingo (23), Bolsonaro negou qualquer intenção de fuga, dizendo acreditar que um dispositivo de rastreamento estava escondido em sua tornozeleira devido aos efeitos de medicamentos anticonvulsivantes prescritos por diferentes médicos.
O britânico The Guardian destaca que, até agora, não houve sinais de protestos em massa ou agitação, com apenas pequenos grupos de bolsonaristas manifestando-se e rezando em frente ao complexo da Superintendência da Polícia Federal, onde passou as últimas noites. O veículo destaca que a influência do ex-presidente diminuiu drasticamente nos últimos meses, “especialmente depois que Bolsonaro foi preso por adulteração de sua tornozeleira eletrônica”.
“Uma tentativa de fuga inacreditável”, enfatizou o francês Le Monde, referindo-se ao facto de o ex-presidente ter danificado a sua tornozeleira eletrónica com um ferro de soldar.
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Segundo o The Wall Street Journal, as tarifas de Trump, no final, dão a Lula um “presente político no Brasil”. Não só o Supremo Tribunal Federal (STF) procedeu à condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão, como o confronto com Trump também colocou Lula numa posição mais forte para vencer as eleições do próximo ano, salienta.
A remoção das tarifas sobre o Brasil marca uma reviravolta acentuada em relação a agosto, quando Trump introduziu algumas das suas tarifas mais pesadas do ano devido ao que chamou de “caça às bruxas” ao processar Bolsonaro por planear um golpe no final de 2022, acrescenta o WSJ.
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